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Feliz Aniversário

(sem Eu ao teu lado)

 

Quero lhe desejar felicidades – No princípio, meio e fim – Do que possa parecer (e ser) um singelo presente… Aqui, cada palavra poderá ter um significado especial, bem casado com a minha vontade de fazê-lo sorrir e quem sabe, emocionar? Mas sei… Que para tanto, basta-lhe o de menos, como um forte abraço acompanhado de um bom beijo…

Aqui, cada palavra quer ser voto de alegria, dar a você instante daquele sentimento remoto chamado nostalgia, e quisera eu, que tantas vontades coubessem em poucos palavreados de carinho, mas eu sei… Que para você se sentir tão querido, bastaria a ti só um pouco, como minhas mãos tocando teu rosto, cheio de encantos…

Cada palavra desfilaria ainda mais bonita, se meu dizer fosse simplesmente poetizar, de repente transformar o que quero lhe dar numa inesquecível canção, mas… Cada palavra agora não importa. Porque a brevidade lhe deixará esquecer quase tudo do que já é tão pouco e te escrevo (ou tento lhe dizer)…

Basta-lhe imaginar, que cada palavra dita não morrerá pela teoria. Pois um dia desses, tão especial como hoje, poderei lhe fazer feliz, como aqui – No princípio, meio e fim – de tão poucas palavras de presente pra ti…

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Dedicatória:

Para o meu Wagner Martins,

Estes são meus votos, de ausente presença,

Mas de alma presente.

Parabéns…

 

 

Tão próximo

Aqui estou para te dizer

Que de tão longe

Por causa do meu amor

Estou tão perto de ti

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Adoro ter você

Adoro ter você

E não vou te esquecer

A saudade que sinto

Me leva bem perto de onde estás.

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Te proponho

Proponho-te a felicidade

Noites de amor sem fim

E divisão das dores…

Te proponho nossa alma eternamente juntas.

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Doi sem você

A cada minuto sem você

A eternidade dói em mim

Porque, se não consigo ficar um dia sem você

O que será de mim se isso durar por toda a minha vida?

Wagner Martins

Certa vez escrevi que “que ninguém está sozinho quando o coração está acompanhado.”, e ao escrever isso eu me senti confortado. É como se alguma “anjo” tivesse falado isso para mim, ou talvez minha mente seja um grande anjo, não sei.

O certo é que o fato de saber que você está sempre muito próxima pois nunca está longe do meu coração, me tranqüiliza e me faz sorrir mesmo em meios a lágrimas de tristeza. Eu não lamento o fato de poder perder você um dia, pois amar de verdade é estar preparado para as perdas, te amo tanto que te perder para tua felicidade seria bálsamo para mim, mas lamento o fato de ainda não te possuir.

Você de fato está longe, mas de forma alguma está ausente, impossível você está ausente de mim quando meu coração te sente.

Alguém só esta ausente quando não está presente em nós, sendo assim quando dizemos a alguém: Estou te sentido ausente! É porque em nós essa pessoa não habita mais como outrora.

Então te falo… Posso estar ausente de você, mas você, nunca está ausente de mim, embora fisicamente longe.

Wagner Martins

Ontem na minha cama no gostoso do frio, bateu em mim uma insônia. Talvez pela solidão e desejo de ter você me esquentando. Peguei pois o livro do Shakespeare, Hamlet e deparei-me com o seguinte pedido: “Duvida da luz dos astros, de que o Sol tenha calor, duvida até da verdade, mas confia em meu amor.” Ato II, Cena II. Essa frase reflete bem o meu estado. Diante da distância, diante das impossibilidades e das peças que a vida pode vim a pregar o meu amor está acima dessas coisas. Claro, isso não tira de mim o direito de errar, e muito menos o dever de correção, mas meu amor está além de qualquer falha minha.

Confiar em meu amor significa que mesmo a distância não mata, que mesmo a traição não apaga o fogo, que mesmo a morte não fará te esquecer. Confiar no amor é a confiança que a criança se joga de olhos fechados nos braços dos pais, mas é tão difícil esse se jogar depois que nossa mente se habitua ao conhecimento da miséria humana, quem dera nos tornamos crianças novamente ao amar… Mas paixão não é isso? Paixão é só um ato infantil de um adulto. É se jogar de olhos fechados nos braços do amado, e se perder nos caminhos do outro, mas se perder no caminho do outro não é estar sem rumo, como diz Clarice Lispector “perder-se também é caminho”. Confiar no meu amor é estar no caminho da vida, e perdido por isso amando. Amar é estar perdido, procurando em outro algo que nos completa. Quem amaria se não se estivesse perdido?

Por isso te peço que confie no meu amor. O caminho que estamos é caminho de prazer, louco prazer. E por mais que eu erre meu amor por ti abala toda estrutura da dor e da dúvida.

Wagner Martins

“Muito pra mim é tão pouco

 E pouco, é um pouco demais…

 Viver tá me deixando louca,

 Não sei mais do que sou capaz,

 Gritando pra não ficar rouca

 Em guerra, lutando por paz…”

- Maria Rita - Cantora…

Repito este versos, como emblema da fase a qual impertinentemente tenho estado. Querer tanto nos faz   perder a noção do que é tão pouco, e saber demais o que é muito pouco, não dá boas referências do que é tanto querer. Enfim, seria apenas bom se a medida exata fosse cabível a todos os meus momentos. Amar não seria uma guerra santa, viver deixaria de ser tanta loucura… Não gritaria para ser ouvida. Não me venham dizer que o maior mistério do ser humano é viver em equilíbrio. Cada equilíbrio tem seu ponto de extremos…  

Sei que não é insensatez duvidar da minha própria capacidade perante a medida dos atos, sentimentos, acontecimentos. A minha sanidade precisa deste relacionamento dual, preciso amar e não amar. Mas… constantemente sou dosada por amor, e tenho muito por alguém (você). Muito… algo que me iguala com o silêncio, coisa que me afoga em abundância. Amar é realmente uma coisa de muito e pouco signficado.

Meu amor é medido por alvorecer. Todos os dias tenho muito ou pouco… e o equilíbrio entre sentir está na neutralidade da tua existência…  E aprendi com as palavras cantadas por Maria Rita que sou o que sinto, e se sinto que nada sou, é porque estou em guerra com o meu próprio amor.

Gita Habiba   

Agora, exatamente agora, estou só no meio da ciranda das lembranças. Quis apenas me presenciar de você, do pouco que tenho, comparado ao verdadeiro presente que esperamos com pressa e promessas. Exatamente agora, você deve estar a mercê dos acasos, o eterno acaso… E por alguns minutos remetendo suas vontades aqui, ao meu lado, enquanto apenas suas necessidades estão aí, consumindo o seu caso com o acaso. Verdade seja dita, somos um caso sério… Tão sério que perdemos o paladar das coisas. Procuramos gosto onde não tem o que degustar, vivemos do destempero da realidade… E temperamos nossas vaidades com o pouco do que temos. Agora… me lembrei do começo de tudo, ali éramos tudo… hoje e agora somos parte desse todo que só cresce, graças ao nada a perder, por mim e por você…

Exatamente agora, você não deve estar tão feliz, apenas satisfeito com o muito que tem - Amigos, seus livros, e o íntimo de sapiência plena e absoluta por suas escolhas. Agora, deve ter escolhido de divertir sem medo, deve ter abraçado o regalo do tempo como um perdido. Deve ter se perdido nos próprios pensamentos… E feito apenas o que seu ego embriagado pede. E eu espero…

Espero que tanta exatidão em pensar nos salve da dúvida. Espero que seu ego lhe peça por felicidade e justiça, espero também que a maior precisão dele seja mandar você me sentir… Porque agora, exatamente agora, todo meu eu manda eu pensar só em você.

Gita Habiba

“De repente, não mais que de repente

Fez-se de triste o que se fez amante

E de sozinho o que se fez contente”

(Vinicius de Moraes)

Quantos de repentes ainda irão nos assaltar ao longo da nossa caminhada? Nem digo que sinto mais a falta, nem saudades…, faltas e saudades é para quem já teve o objeto em suas mãos, eu sinto é necessidade.

Necessidade do teu colo, teu corpo, teu calor. Necessidade de como diz o poeta “ter seus dedos nos meus cabelos para desembaraçar meus pensamentos”, e só você pode organizar meus pensamentos, pois só penso em você.

E então me sinto como Vinicius cantou, eu que era amante me faço de triste, por tua ausência e por minha carência, e na minha carência me desfaço da alegria, não sendo mais contente como outrora, mas sozinho.

E de repente vem o medo, pois a distância tem venenos mortais.

De repente, não mais que de repente então, faço-me de esperançoso, eu que dantes era receoso, pois o que sinto por você, é forte demais para que um de repente, de repente nos destrua.

Então, de repente, não mais que de repente, te amo cada vez mais… até que de repente venha meu fim.

De repente, estou sozinha, convidativa ao acaso e sem assunto… Nem lembranças tenho, para satisfazer minha carência com um toque de carinho ou um beijo dado em algum momento de tesão explícito. De repente, não sinto o fôlego suspirar de saudades porque o que são saudades senão um desejo daquilo um dia já tivemos? Então a solidão me diz que nunca lhe tive. Não fui abraçada para sentir tua pele ouriçar e nem meu corpo se arrepiar… Não fomos para cama, dormir ou transar, não caminhamos pelas ruas como qualquer casal apaixonado faria para exibir tanta querência numa troca de olhar…

 

De repente, a solidez se mistura com solidão, é concreto e duro não ter o que segurar, como tuas mãos ou uma foto só nossa… Nada foi dito cara a cara, não pude ainda lhe acariciar a face e nem tu me roubar um beijo no meio das minhas frases.

 

É súbito meus sustos ao acordar de um sonho,  e ter a exata noção de enfado apego à vontade desmedida, parece mesmo sacrifício do gostar, karma por amar… De repente, não sei mais o que é tempo senão a hora, instante e momento que a certeza (a única que existe) de estar diante de todo meu repente…

 

Então De repente, será você o real motivo de não ficar mais sozinha…

 

GITA HABIBA

 

 

Sentei desgarrada,

“Abra  minhas pernas com tuas mãos cheias de tara?”

Pedi, sem que tu estivesse realmente aqui…

Suspirei saudosa e toda gostosa,

Relaxei meu corpo pedinte,

Salivei o dedo de boca aguada

Para alisar minhas coxas desnudas

Imaginando tua ponta de língua

Gemi pequeno, sentindo prazer extremo…

Toquei-me devagar como teu jeito faria

Gemi mais então, desta vez mais alto ainda…

“Meta meu bem, sua boca onde te quero refém!”

Sussurrei toda menina…

A cadeira não mais me cabia

Dorso nu e sexo à proa, peitos pelados e bunda à regalo…

Desdobrei naquela cadeira só para esperar tua falsa presença

Deliciar-se com a visão do meu escancaro…

Bicos rijos, braços a toa procurando ter você

Só o vento e o silêncio acariciavam meu sexo à mercê!

Ofeguei incessante…

Contorci cambaleante

Gritei de raiva e amor,

“Vens agora, me atola! Me devora!”

E louca de vontades, molhei meus dedos

Pus a pingar tanto melaço no meu grelo

Então sem dó engatei e esfreguei

Tendo tu perfeitamente ao meu meio

Lambendo, sugando e lambendo!

Mamando meu grelo e babando no rego…

Agarrei meus próprios cabelos

O frio ouriçava sem querer os seios

Arrepiei todo o dorso estremecendo por dentro

Soltei-me por fim de tanto desejo

Gozando como riacho sem leito…

Meu racho acolheu teu beijo plácido

No sexo inchado, por ti mesmo ausente, ainda grato…

Por ser a presença mais esperada

Mesmo que masturbe tanta vontade e libido

Só adormeci meu fogo no ninho

Porque meu ninho quer agasalhar teu pinto!

Vou dormir satulando a ânsia na garganta…

Pedindo-te

“Ponha porra na minha boca”

Mas isso é conto para outra estória

Vamos desejar mais essa fantasia apenas por agora…

Então só lhe peço…

“Me goza”

 

GITA HABIBA 

 

 

 

 

 

 

Amo sim

Sem divisão

Sem soma

Nem subtração

Te amo infinitamente

Em pura multiplicação.

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Para você, sua exigente que não se contenta com o que tem e não percebe que a cada segundo te amo cada vez mais.

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