Com copo de vinho e a luz de velas
Fevereiro 27, 2008 de Wagner Martins e Gita Habiba
Enquanto eu te esperava, para que a luz da tua presença iluminasse meu mundo, a luz do meu quarto se apagou.
Ah! Se o o gerador de energia fosse o teu amor e não as hidroelétricas…meu quarto não ficaria nas trevas. Busquei pois uma solução, afinal a sua presença me acompanha onde eu estiver, por isso te amo. Queria aproveitar que tudo era escuro e os únicos sons eram, ora dos grilos ora dos trovões.
Então peguei uma vela, e com a reverência com que os devotos acendem aos seus deuses, eu para ti ofereci.
Percebi então que aquela vela era você, única luz do meu mundo. Frágil, pequena, porém poderosa e salvadora. Foi quando recitei para ti, esperando que ouvisse de onde estivesse, estes versos:
“ Havia um luz no meu quarto
no meu quarto havia uma luz
… era você!
Nunca vou esquecer,
Que a luz que havia no quarto, era você!”
Então pequei a taça de vinho. E com a mesma reverência com que o padre levanta aos fiéis a taça com o símbolo do sangue de Cristo (Precioso Sangue), eu lavantei a minha taça, levei até a boca e num gole só, bebi.
Depois, percebi que era você aquele vinho. O líquido que me faz sorrir, que me faz perder as máscaras…
Então recitei:
“Havia um vinho naquela taça
naquela taça havia um vinho
…era você!
Nunca vou esquecer
Que o vinho que havia naquela taça, era você!”
Wagner Martins