Amor sem fins e fim
março 19, 2008 por Wagner Martins e Gita Habiba
Meu amor tem prazer no desprazer da loucura,
Tem lazer, tem alvará de soltura
Meu amor tem frescuras sem censuras,
Tem luxúria, tem gula e bula…
Meu amor tem clausura de lamúrias,
Tem alvura, tem levedura e dura!
Meu amor tem mapa de estada, não de ida e partida,
Tem ilhas e milhas,
Meu amor urra, surra, não é palavra surda,
Não é vaidade burra, não é lealdade muda…
Meu amor tem rica sabedoria, está em sintonia
Meu amor relincha, grita, arredia o dia!
Meu amor não tem pressa, despreza reza,
Espera a beça, tem auréola!
Meu amor tem asas, também endiabra,
Tem casa, morada casta – Nossas falas…
Meu amor tem tudo, tem assunto e frutos,
Meu amor faz do susto um defunto.
Meu amor tem prosa, faz cócegas,
Tem agora, não tem hora!
Meu amor também chora…
Meu amor pimba, anima, não futrica com a mentira,
Meu amor inventa carícias, recria malícias
Meu amor é cheio de delícias!
Meu amor é mito vivo, é rito lascivo,
Puro instinto e instiga meu íntimo…
Meu amor luta, saluta,
Meu amor tem gosto de nunca!
Meu amor me ceifa, me enfeita,
Põe nobreza no lugar de tristeza…
Meu amor é tão meu, que não casa com ateu,
Meu amor não ofende a Deus, mas cultiva a Zeus…
Meu amor faz do tempo um surdo, meu amor é absoluto!
Meu amor é ele…
Que não rima com fardo,
Por ser alado e amado,
Meu amor tem mil casos e nenhum atraso…
Meu amor é tu
Querubim, Quero tu!
Dedicatória: Wagner Martins, meu amor sem fins e fim!
Vem à minha memória a frase do Apóstolo Paulo em Romanos 7:24 ” Infelix ego homo! Quis me liberabit de corpore mortis huius? “. Ao ler essa poesia achei-me no direito de recitar as palavras do apóstolo. Ele fala do pecado, eu falo da minha limitação. Me sinto como um pobre andarilho que encontra uma joia de alto valor e não sabe o que fazer.
O que faço diante de tanta delicadeza, sabedoria, doçura ? Sei lá! Me lambuzo com tuas palavras e fico no meu lugar… andarilho que sou, infelix ego homo, diante da tua imensidão!
Amo-te