De repente…
Maio 2, 2008 de Wagner Martins e Gita Habiba
De repente, estou sozinha, convidativa ao acaso e sem assunto… Nem lembranças tenho, para satisfazer minha carência com um toque de carinho ou um beijo dado em algum momento de tesão explícito. De repente, não sinto o fôlego suspirar de saudades porque o que são saudades senão um desejo daquilo um dia já tivemos? Então a solidão me diz que nunca lhe tive. Não fui abraçada para sentir tua pele ouriçar e nem meu corpo se arrepiar… Não fomos para cama, dormir ou transar, não caminhamos pelas ruas como qualquer casal apaixonado faria para exibir tanta querência numa troca de olhar…
De repente, a solidez se mistura com solidão, é concreto e duro não ter o que segurar, como tuas mãos ou uma foto só nossa… Nada foi dito cara a cara, não pude ainda lhe acariciar a face e nem tu me roubar um beijo no meio das minhas frases.
É súbito meus sustos ao acordar de um sonho, e ter a exata noção de enfado apego à vontade desmedida, parece mesmo sacrifício do gostar, karma por amar… De repente, não sei mais o que é tempo senão a hora, instante e momento que a certeza (a única que existe) de estar diante de todo meu repente…
Então De repente, será você o real motivo de não ficar mais sozinha…
GITA HABIBA