“De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente”
(Vinicius de Moraes)
Quantos de repentes ainda irão nos assaltar ao longo da nossa caminhada? Nem digo que sinto mais a falta, nem saudades…, faltas e saudades é para quem já teve o objeto em suas mãos, eu sinto é necessidade.
Necessidade do teu colo, teu corpo, teu calor. Necessidade de como diz o poeta “ter seus dedos nos meus cabelos para desembaraçar meus pensamentos”, e só você pode organizar meus pensamentos, pois só penso em você.
E então me sinto como Vinicius cantou, eu que era amante me faço de triste, por tua ausência e por minha carência, e na minha carência me desfaço da alegria, não sendo mais contente como outrora, mas sozinho.
E de repente vem o medo, pois a distância tem venenos mortais.
De repente, não mais que de repente então, faço-me de esperançoso, eu que dantes era receoso, pois o que sinto por você, é forte demais para que um de repente, de repente nos destrua.
Então, de repente, não mais que de repente, te amo cada vez mais… até que de repente venha meu fim.