“Muito pra mim é tão pouco
E pouco, é um pouco demais…
Viver tá me deixando louca,
Não sei mais do que sou capaz,
Gritando pra não ficar rouca
Em guerra, lutando por paz…”
- Maria Rita – Cantora…
Repito este versos, como emblema da fase a qual impertinentemente tenho estado. Querer tanto nos faz perder a noção do que é tão pouco, e saber demais o que é muito pouco, não dá boas referências do que é tanto querer. Enfim, seria apenas bom se a medida exata fosse cabível a todos os meus momentos. Amar não seria uma guerra santa, viver deixaria de ser tanta loucura… Não gritaria para ser ouvida. Não me venham dizer que o maior mistério do ser humano é viver em equilíbrio. Cada equilíbrio tem seu ponto de extremos…
Sei que não é insensatez duvidar da minha própria capacidade perante a medida dos atos, sentimentos, acontecimentos. A minha sanidade precisa deste relacionamento dual, preciso amar e não amar. Mas… constantemente sou dosada por amor, e tenho muito por alguém (você). Muito… algo que me iguala com o silêncio, coisa que me afoga em abundância. Amar é realmente uma coisa de muito e pouco signficado.
Meu amor é medido por alvorecer. Todos os dias tenho muito ou pouco… e o equilíbrio entre sentir está na neutralidade da tua existência… E aprendi com as palavras cantadas por Maria Rita que sou o que sinto, e se sinto que nada sou, é porque estou em guerra com o meu próprio amor.
Gita Habiba