Se perder no amor
Maio 12, 2008 de Wagner Martins e Gita Habiba
Ontem na minha cama no gostoso do frio, bateu em mim uma insônia. Talvez pela solidão e desejo de ter você me esquentando. Peguei pois o livro do Shakespeare, Hamlet e deparei-me com o seguinte pedido: “Duvida da luz dos astros, de que o Sol tenha calor, duvida até da verdade, mas confia em meu amor.” Ato II, Cena II. Essa frase reflete bem o meu estado. Diante da distância, diante das impossibilidades e das peças que a vida pode vim a pregar o meu amor está acima dessas coisas. Claro, isso não tira de mim o direito de errar, e muito menos o dever de correção, mas meu amor está além de qualquer falha minha.
Confiar em meu amor significa que mesmo a distância não mata, que mesmo a traição não apaga o fogo, que mesmo a morte não fará te esquecer. Confiar no amor é a confiança que a criança se joga de olhos fechados nos braços dos pais, mas é tão difícil esse se jogar depois que nossa mente se habitua ao conhecimento da miséria humana, quem dera nos tornamos crianças novamente ao amar… Mas paixão não é isso? Paixão é só um ato infantil de um adulto. É se jogar de olhos fechados nos braços do amado, e se perder nos caminhos do outro, mas se perder no caminho do outro não é estar sem rumo, como diz Clarice Lispector “perder-se também é caminho”. Confiar no meu amor é estar no caminho da vida, e perdido por isso amando. Amar é estar perdido, procurando em outro algo que nos completa. Quem amaria se não se estivesse perdido?
Por isso te peço que confie no meu amor. O caminho que estamos é caminho de prazer, louco prazer. E por mais que eu erre meu amor por ti abala toda estrutura da dor e da dúvida.
Wagner Martins
nossa quase que chorei emuito lindu amei